Ver uma desgraça ao vivo é sempre diferente… Além do efeito surpresa, ela é-nos entregue com tempo, sem ser resumida ou censurada. Em directo e na primeira pessoa. Dá quase para prever, sentir que vai acontecer; podemos olhar para o lado, mas não mudar de canal… Fechar os olhos, mas não os ouvidos…
Claro que me refiro à eliminação do Sporting, em Alvalade, que trazia uma vitória forasteira de 1-2 à maior, tendo todas as condições para passar à próxima eliminatória.
Quando, de tarde, andava a ver se alguém queria aproveitar o meu segundo convite oferecido, o Nuno Costa perguntou-me se o último jogo a que eu tinha assistido foi a derrota na final com o CSKA (respondi que sim) e ele disse, num gracejo, que se calhar eu dava azar; palavras premonitórias… :-p
Ainda o jogo não tinha acabado e lembrei-me de formular esta teoria que “debitei” ao meu amigo sportinguista Paulo Trezentos, companhia na desgraça: se o Peseiro não fizesse a vontade aos adeptos, optasse por uma “cartada” defensiva e o jogo terminasse com sofrimento, mas o resultado de 1-1, o Sporting passava e o homem era crucificado, porque obviamente o Sporting é equipa para mais atrevimentos. Como meteu o Pinilla e acabámos por levar um golo ao cair do pano que nos atirou para o prolongamento fatal, deixo no ar a hipótese de que se calhar mais vale um treinador fazer as suas opções e julgá-lo pelos resultados obtidos, no final. É curioso pensar neste “what if”, não é?