Esplanar a Guidinha
Chamo a atenção para este blog, que encontrei numa referência cruzada, do auto-plágio das obras da Margarida Rebelo Pinto.
É so seguir este link e procurar por “Segunda-feira, Outubro 03, 2005″ e ver tudo o que pode ser dito e resumido sobre a autora, que se copia ad-nauseum nas suas variadas obras, entre outras “brincadeiras”. Um magnífico trabalho de análise/crítica completa.
Por acaso, eu costumava ter como “mini-diversão” localizar os seus erros na crónica semanal no JN ao Domingo (nunca houve uma única edição em que a caça não desse “fruto”, nas mais de dez vezes que olhei para a dita crónica, algures nas páginas mais finais do jornal), fossem ortográficos, de concordância de género ou número, “typos” ou outros. Coisas pequenas (a crónica era de uma página em que mais de metade era ilustração) e sem grande importância, mas o meu “seguidismo” deveu-se a ter encontrado muitos erros na primeira semana em que li e achar estranho e ter ficado com a noção/ideia que mais ninguém (editorialmente) passava os olhos por aquilo.
Fica aqui uma pequena amostra, sem a devida autorização:
“Um aviso, desde logo: o texto que se segue é embaraço para a escritora e penoso para os leitores em geral. Margarida Rebelo Pinto repete-se imoderadamente, copia frases de uns para outros livros, utiliza por vezes citações de escritores sem lhes atribuir a origem, tem deslizes de ortografia e comete erros gramaticais, as personagens, as situações, os temas e a estrutura narrativa são sempre os mesmos, as vidas que relata são homogéneas e monótonas, há incongruências catastróficas no vocabulário dos narradores, retirando-lhes toda a credibilidade, as representações dos homens e das mulheres são padronizadas, estereotipadas e simplistas, a escrita toca as raias do mau gosto e do anedótico, o estilo é uniforme e preguiçoso. Tudo considerado, livros deploráveis, falhados e vulgares. Não é fácil afirmar estas coisas, no início senti-me inclusivamente desapontado. É que o fenómeno Margarida Rebelo Pinto era-me simpático. Quando a comecei a ler até estava predisposto a gostar dela.”
November 14th, 2005 at 11:13
sei lá!