O dia do número 4
O dia do número 4
Hoje vi um jogo que classifico, com ironia e como trocadilho, de hilariante. O futebol nem foi muito maltratado, mas foi mais um jogo daqueles que, por tudo o que lhe é acessório, foi interessante de ver. O Futebol Clube do Porto perder em casa, esta época, já nem é novidade – aconteceu, hoje, pela quarta vez. O FCP tem agora tantas vitórias como derrotas em casa. (já falei da mística do número 4?)
Além dos quatro golos marcados pelo Nacional, nas únicas quatro vezes que foi à baliza de Baía, considero que o guarda-redes Hilário, também conhecedor da “casa”, defendeu quatro autênticos “golos-feitos” (para usar a gíria) em outros tantos remates bem colocados de jogadores do FCP.
O facto mais interessante vivi-o, devo confessar, isoladamente e sem testemunhas abonatórias, mas o facto de ter reparado, pode ser que seja credibilidade suficiente: Estava para ser marcado o livre directo que daria o quarto golo do Nacional e ouviu-se (a bom som no “directo” da SportTV) Vítor Baía gritar “QUATRO! QUATRO! QUATRO! QUATRO!” e imediatamente pensei: “olha o Baía a pedir o quarto golo aos do Nacional! ainda lhe fazem a vontade…”; claro que ele dirigia o vozeirão para os seus “homens” a constituir barreira, mas então não é que o Bruno, também ex jogador “tripeiro”, lá converteu o castigo de forma exemplar, fazendo a bola entrar na baliza e a “vontade” ao Baía que tanto gritava?
Um clube distingue-se (também) pelos seus adeptos, já todos sabemos, pelo que foi muito interessante ouvir, numa rápida troca de bolas entre os jogadores do Nacional, um monumental e impensável “Óóólééé!” a cada passe, vindo surpreendentemente… dos adeptos do FCP.
Que tais adeptos só sabem ver “a bola” e não futebol já todos sabíamos, tanto assim, que fomos capazes de vê-los satisfeitos (e calados ou discretos) por uma vitória “caída do céu” na semana passada em Penafiel e hoje que, na minha opinião, o FCP até jogou melhor, por comparação, houve apupos, lenços brancos e até uma troca de “mimos” entre Ricardo Quaresma e o público, no final. Muita comoção para os lados do Dragão…
Quando o melhor jogador em campo foi reconhecida e unanimemente o guarda-redes da equipa adversária, vem o Sr. Couceiro dizer na “flash interview” que o FCP jogou “muito, muito, muito mal”, até custa perceber que um treinador só olhe para o resultado e não ajuíze correctamente a exibição e só faz lembrar o “outro” que disse que “l’equipo jogou molto, molto, molto benne”… mesmo não sendo também o juízo correcto, se calhar é por isso que a equipa do Sr. Trap está bem melhor, porque estamos todos fartos do discurso da “tanga”.
O FCP não está a jogar futebol e ponto final. Em Penafiel foi um ameaço, no Dragão, deu-se a revolução. Não precisava de trocar de treinador para se chegar à conclusão de quais os reais problemas que atravessa, mas também ouvi dizer nas notícias que o papa anda doente…
Ainda em “numerologia”, foi o 22º ponto cedido no Dragão (2+2=?) e o FCP corre agora o risco de passar do primeiro para o quarto lugar da classificação nesta jornada.
Esperemos por melhor sorte em Itália, porque em Alvalade corre o risco de ver devolvida a humilhação da primeira “vuelta” do campeonato. Olé.
Ass: O “sportanguista”