Mais um evento, agora tecnológico
Foi assistir a mais um mega evento. Este work-related.
A Mactek realizou na passada terça-feira, dia 21, o evento Ao Ritmo da Tecnologia na Casa do Ribeirinho em Matosinhos. Um belo sítio e uma bela organização.
O Diogo até veio de Lisboa de propósito só para a ocasião.
O destaque da manhã foi para o VoIP, enquanto que depois de almoço o enfoque ía para o hardware (o almoço até era oferecido, mas nem por isso lá fomos, devido a problemas logísticos que acontecem quando se deita demasiado perto da hora prevista de acordar… Borga? Huh… antes fosse…).
Report então apenas da parte da tarde.
A apresentação da nova gama de portáteis Sony VAIO foi em parte em ingês e não menos que excelente, feita por um Peter qualquer-coisa (Schmaet ou parecido), que poderia ser alemão mas não tinha inglês disso. Fiquei a saber que afinal “VAIO” é um acrónimo com significado (VAIO - Video Audio Integrated Operation) e que toda a concepcão da marca (no sentido estético e de simbologia) has more than meets the eye, como pode ser visto aqui. Eu já gostava pouco e agora passo a admirar um pouco mais. Great stuff. O Rui, como feliz possuidor de um Vaio (quer-se-dizereee é mais da Sónia, ‘né?) é que vai gostar de saber.
Outra coisa, que o Diogo “topou” no catálogo e depois o senhor também mostrou/demonstrou foi um belo rato sony que se desdobra (literalmente) nas funções de telefone! É ver no engadget, por exemplo. A piece of work!
Depois, veio uma apresentação muito sui-generis. Click for hysteria lane.
O seu autor, Nelson Pinho, da iportalmais, entrou “em cunha” porque pelos vistos não teve tempo de manhã (não lho deram) ou ter-nos-ía passado ao lado; veio falar sobre o Kaspersky - o anti-vírus.
A apresentação nem teria nada de mais - o senhor a vender o seu peixe - não fosse o facto de estar recheada de pequenas pérolas.
Consegui descobrir o powerpoint original aqui, que terá sido já apresentado em meados do ano passado. Digo que será o mesmíssimo porque até as gralhas/gaffes reconheci/se mantinham.
Este destaque todo não é por ter escrito “dectecção” a bold e letra 28 no slide 3, não é só isso; nem é bonito ou fica bem troçar do erro a bold e letra 28 alheio. A questão prende-se toda com a chegada do slide 8, que inclui o seguinte tópico:
«Comunidade de “espiões” espalhados por todo o mundo em fóruns e chats “da especialidade” a analizar SW suspeito»
Nesse mesmo slide, «epedemias» também não fica muito bem na fotografia, mas o destaque vai todo para o discurso a acompanhar esta parte do slide.
Então, diz o nosso provecto Nelson, que eles (da Kaspersky) têm os chamados «woodpeckers» (só percebi a palavra à segunda ou terceira e só queria um “pintor” por cada pessoa na sala que não compreendeu) que são os tais espiões.
Mas o melhor veio a seguir. Para justificar a eficácia dos “udepecas” (a palavra é minha e tenta reproduzir a fonética ouvida), foi-nos contada a “fábula do vírus de zero kapabytes” - o título também é meu.
A sério que vou tentar reproduzir na íntegra a essência do que foi dito:
“Era uma vez um vírus de 0 KB. Como era de 0 KB os anti-virus não o detectavam porque na verdade não estava lá vírus nenhum. O que ele era realmente era uma porta de entrada para o verdadeiro vírus, que entrava quando lhe apetecesse, através desse vírus/ficheiro de 0 KB. Ora, o que seria de nós se não fossem os picapaus a descobrir o que se escondia afinal por detrás de tão inocente fruto.”
É impressionante o que um um ficheiro de 0 KB é capaz de fazer, não? Ainda estão todos direitos na cadeira, ou está tudo a rebolar no chão? Vá… voltem cá que ainda há mais…
Ora bem… uma análise mais cuidada pode revelar outras coisas. Eu ainda me lembro do vírus de tamanho 0 do tempo das BBS’s… mas era 0 bytes. Será que por 0 KBytes se entende que o vírus podia ter, digamos 200 bytes ou assim, perfazendo 0,2 KB, que já podia ser que fizesse actually qualquer coisa, mas que, contas feitas, arredonda para 0 KB? (Hmmmm… um pouco rebuscado, mas com alguma latitude/margem de manobra, quem sabe…)
Agora querem mais? ‘Tá bem.
E no slide 14?
«Major security vendors depend on Kaspersky…» seguido de um colecção de cromos autocolantes com logótipos.
Ora bem… eu julgava que ate conhecia alguns dos “majores” da segurança, mas de quase 30 autocolantes, so reconheci o Astaro (do linux) e o outrora buraco de segurança chamado Wingate. Não deixa também de ser interessante estar lá o cromo da concorrencia F-Secure… Será que eles sabem que dependem do Kaspersky?
Claro que no slide 15 tudo vai ao sítio e a credibilidade é definitivamente alicercada com o prémio da PC Magazine, a mesma que patrocina a afirmação que a Netcabo é o melhor ISP do país
Atenção que isto não é bater no produto, mas sim na apresentação que foi feita, nos moldes em que foi feita.
O Kaspersky não é (muito) mau e além disso suporta linux, o que é sempre de louvar, mas para querer ser o melhor do mundo (está lá escrito num slide, também) não basta só dizer.
Realmente, já não me ria tanto com malta dos AV’s desde aquele outro sujeito que escreveu umas coisas, algumas das quais podem ser vistas nesta reclamação do meu colega de curso Rui Gouveia.
A apresentação não terminou sem um percalço nos slides, ao que alguém mandou a boca que devia ser um vírus. Eu ainda me estava a refazer do choque e ripostei que não deveria ser um vírus qualquer mas sim o tal dos 0 KB.
Depois vieram as apresentações do Carlos Rocha, em que a nota mais saliente é que o material novo da ASUS só sai (a mercado) depois da CeBIT, mas promete!
February 28th, 2006 at 11:41
Claro que no slide 15 tudo vai ao sítio e a credibilidade é definitivamente alicercada com o prémio da PC Magazine, a mesma que patrocina a afirmação que a Netcabo é o melhor ISP do país
Essa não era a PCGuia ?
March 31st, 2006 at 21:11
Eu estive presente e não achei que a apresentação do Nelson Pinho foi má, até achei mesmo muito positiva, para o tempo que o homem teve e dadas as circunstâncias em que a fez.
Eu não percebia quais eram os principais argumentos do Kaspersky e isso foi muito bem esclarecido por parte dele… e sustentado com fontes que são bastantes credíveis (refiro-me aos comparativos, para que não hajam dúvidas)!
Nem tudo foram rosas e os erros ortográficos realmente são evitáveis…
Não me levem a mal, mas acho que o comentário do vírus de 0Kb é perfeitamente evitável e a roçar a raiva por parte de quem o proferiu (até pela forma como foi descrito).
É claro que o tipo quando referiu que o programa só tinha uma interface de comunicação, estava implícito que o dito tinha aproximadamente 0Kb e não 0Kb… Para além disso, ele também explicou que (ao contrário do que foi dito no comentário - “porque na verdade não estava lá vírus nenhum”) o dito ficheiro efectivamente não era um vírus, mas sim uma “barriga de aluguer” que era usada para injectar código malicioso na máquina onde este estava alojado.
Após ter feito uma pequena pesquisa pela internet, acho importante referir que o “cromo da concorrência” - como foi chamado ao F-Secure, usa motores de detecção Kaspersky, bem como a conhecida Sybari, que recentemente foi comprada pela Microsoft, e que também foi representada no slide 14, e que o autor do comentário também não conhece…
O objectivo deste comentário não é dizer mal de quem o escreveu, mas sim repor a verdade do que aconteceu, já que foi um pouco distorcida.
Uma vez que estive presente todo o dia posso adiantar que a parte da manhã também foi muito interessante e com algumas peripécias, nomeadamente na primeira apresentação.